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Dr Mauricio Raffaelli Ortopedista; ortopedista especialista em ombro e cotovelo; cirurgia de prótese de ombro; tratamento para lesão do manguito rotador; terapia por ondas de choque ortopedia; infiltração com ácido hialurônico ombro; ortopedista para epicondilite lateral; tratamento de artrose no ombro; cirurgia para luxação do ombro; recuperação de lesão no bíceps; programa de tratamento para manguito rotador; ortopedista medicina esportiva ombro; dor crônica no cotovelo tratamento; cirurgião de ombro Santa Casa SP; tratamento para dor no tríceps; lesão peitoral tratamento cirúrgico; ortopedista de confiança São Paulo;lesões comuns no Beach Tennis

Lesões no Beach Tennis: Previna dores e evite o afastamento do esporte

Índice

A explosão de popularidade dos esportes de raquete no Brasil trouxe uma nova dinâmica para a vida de milhares de pessoas. A combinação de sol, areia e atividade física intensa transformou a rotina de muitos, mas também acendeu um alerta nos consultórios ortopédicos. Se você sente desconforto ao levantar o braço para um smash ou uma pontada no cotovelo ao segurar a raquete, saiba que não está sozinho. As lesões comuns no beach tennis e na musculação, quando praticadas sem a devida orientação biomecânica, tornaram-se queixas frequentes, mas a boa notícia é que o diagnóstico de uma lesão não precisa ser uma sentença de aposentadoria das quadras.

Como ortopedista apaixonado por esportes e com mais de 20 anos de vivência clínica e atlética, entendo profundamente a frustração que a dor traz. Não se trata apenas de um tendão inflamado; trata-se do impedimento de encontrar seus amigos no fim de semana, de liberar o estresse do trabalho e de manter sua saúde mental em dia. A dor limita, assusta e, muitas vezes, nos faz tomar decisões precipitadas, como parar tudo ou, pior, ignorar o sinal de alerta até que algo rompa.

O objetivo deste artigo é ser um guia definitivo e seguro para você. Vamos desmistificar a anatomia do seu ombro e cotovelo, entender por que essas articulações sofrem tanto com movimentos repetitivos acima da cabeça e, principalmente, apresentar soluções modernas. A ortopedia evoluiu. Hoje, não tratamos apenas com gesso e repouso absoluto. Temos ferramentas regenerativas, terapias por ondas de choque e protocolos de reabilitação que visam manter você ativo durante o tratamento sempre que possível.

Você encontrou o seu ortopedista. Vamos conversar sobre como transformar essa dor em recuperação e performance, garantindo que sua longevidade no esporte seja preservada com segurança e transparência.

Por que o ombro e o cotovelo são tão exigidos no Beach Tennis e na Academia?

Para entender a lesão, precisamos primeiro entender a máquina humana. O ombro é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo humano. Essa liberdade incrível, que nos permite nadar, arremessar e levantar pesos, cobra um preço alto: a instabilidade. Para manter a cabeça do úmero (o osso do braço) centralizada na cavidade rasa da escápula, dependemos quase exclusivamente de um conjunto de músculos e tendões chamado manguito rotador.

No Beach Tennis, o movimento de “overhead” (acima da cabeça), utilizado no saque e no smash, exige que o manguito rotador trabalhe exaustivamente para estabilizar a articulação enquanto os grandes grupos musculares (peitoral e grande dorsal) geram força. Se houver um desequilíbrio — comum em quem joga muito e não faz o fortalecimento específico na academia —, o tendão sofre impacto e microtraumas.

Já na academia, o perigo reside na execução e na carga. Exercícios como o supino, o desenvolvimento e as elevações laterais, se feitos com má postura ou carga excessiva, comprimem as estruturas do ombro. Em São Paulo, onde atendo diariamente pacientes ativos, percebo que muitos tentam compensar a falta de técnica com força bruta, o que acelera o desgaste articular.

O cotovelo, por sua vez, atua como um elo de transferência de força. No Beach Tennis, a vibração da raquete ao bater na bola, somada à força de preensão (o ato de segurar o cabo com firmeza), gera uma tensão enorme nos tendões que se originam no cotovelo e vão até o punho e os dedos. É aqui que nascem as famosas epicondilites.

Quais são as principais lesões no ombro do atleta amador?

Quando falamos em dor no ombro em praticantes de esportes de arremesso ou musculação, algumas patologias são protagonistas. Identificá-las precocemente é o segredo para um tratamento conservador de sucesso.

Síndrome do Impacto e Tendinopatia do Manguito Rotador

Talvez a condição mais comum no meu consultório. Ocorre quando os tendões do manguito rotador ficam inflamados ou degenerados devido ao atrito constante com o acrômio (o teto do ombro) durante a elevação do braço. O paciente relata uma dor na face lateral do ombro, que piora à noite e ao tentar pegar objetos em prateleiras altas.

Não tratar essa condição e insistir no esporte sem correção biomecânica pode levar a uma ruptura do tendão. É fundamental diferenciar uma tendinite (inflamação aguda) de uma tendinose (degeneração crônica), pois o tratamento muda completamente.

Lesão SLAP (Lábio Glenoidal)

Muito comum em tenistas e jogadores de vôlei. O lábio glenoidal é uma estrutura fibrocartilaginosa que aumenta a estabilidade do ombro e serve de âncora para o tendão do bíceps. No movimento de desaceleração do braço após um saque forte, essa estrutura pode sofrer tração excessiva e “descolar”. A sensação é de um “clique” doloroso dentro do ombro e perda de força no saque.

Bursite Subacromial

A bursa é uma bolsa cheia de líquido que serve para diminuir o atrito entre o tendão e o osso. Quando o ombro é sobrecarregado, essa bolsa inflama, gerando dor aguda. Embora dolorosa, a bursite geralmente é secundária a outro problema, como a discinesia escapular (movimento errado da escápula) ou fraqueza do manguito.

Epicondilite Lateral e Medial: O pesadelo do cotovelo

Se o ombro sofre com a amplitude, o cotovelo sofre com a repetição e a vibração. As epicondilites são processos inflamatórios e degenerativos nos tendões que se fixam no cotovelo.

Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)

Apesar do nome clássico, no Beach Tennis ela é frequentíssima devido ao backhand e à vibração da raquete rígida de carbono/kevlar. A dor localiza-se na parte externa do cotovelo e pode irradiar para o antebraço. Atividades simples do dia a dia, como segurar uma xícara de café ou girar uma maçaneta, tornam-se dolorosas. Na academia, exercícios de tríceps e elevação lateral podem agravar o quadro.

Epicondilite Medial (Cotovelo de Golfista)

Menos comum, mas muito incapacitante. Afeta a parte interna do cotovelo. Está associada à flexão do punho e à pronação (girar a palma para baixo) com força. Jogadores que usam muito “topspin” ou que tensionam demais o braço no forehand são os principais candidatos a essa lesão.

Devo parar de treinar? O papel do tratamento conservador moderno

Essa é a pergunta que todo paciente me faz com o olhar preocupado. A resposta, na grande maioria dos casos, é: não pare, adapte. O repouso absoluto prolongado pode gerar atrofia muscular e cinesiofobia (medo de se movimentar), o que atrapalha a reabilitação.

A minha abordagem, baseada em protocolos internacionais e na minha formação na Santa Casa, busca manter o paciente ativo. Para isso, utilizamos um arsenal terapêutico moderno antes de sequer cogitar a cirurgia.

Terapia por Ondas de Choque

A terapia por ondas de choque na ortopedia revolucionou o tratamento de tendinopatias crônicas e calcificações. Não se trata de “choque elétrico”, mas sim de ondas acústicas de alta energia que estimulam a vascularização local e a regeneração tecidual. É um procedimento realizado em consultório, que tem mostrado excelentes resultados para epicondilites refratárias e tendinites calcárias do ombro, muitas vezes evitando a necessidade de intervenção cirúrgica.

Infiltração com Ácido Hialurônico

Conhecida como viscossuplementação, a infiltração com ácido hialurônico no ombro não serve apenas para artrose. Em casos de lesões parciais do manguito rotador ou processos inflamatórios persistentes, o ácido hialurônico atua melhorando a lubrificação articular, reduzindo a dor e modulando a inflamação. É uma ferramenta poderosa para devolver a qualidade de vida e permitir que a fisioterapia seja realizada sem dor.

Reabilitação Multidisciplinar

Não existe mágica. O tratamento médico deve andar de mãos dadas com a fisioterapia especializada. Nos meus grupos de acompanhamento, prezamos pela comunicação direta com os terapeutas. Precisamos corrigir a discinesia da escápula, fortalecer os rotadores externos e melhorar a mobilidade da coluna torácica. Sem corrigir a causa biomecânica, a dor voltará.

Quando a cirurgia é necessária?

A transparência é um pilar do meu atendimento. Embora lutemos pela recuperação conservadora, existem situações onde a cirurgia é o caminho mais seguro para retomar a função.

  • Rupturas traumáticas agudas: Jovens ativos que rompem o tendão do manguito rotador ou o tendão distal do bíceps em um acidente ou esforço súbito geralmente têm indicação cirúrgica para garantir a força futura.
  • Falha do tratamento conservador: Se após 3 a 6 meses de fisioterapia bem feita, ondas de choque e medicação a dor persistir e limitar a vida diária.
  • Luxação recidivante: Ombros que “saem do lugar” repetidamente precisam de estabilização cirúrgica para evitar desgaste precoce e artrose no futuro.

Em casos de desgaste severo em pacientes mais velhos, a cirurgia de prótese de ombro é uma opção fantástica para eliminar a dor e recuperar a autonomia, permitindo até mesmo o retorno a atividades esportivas leves e recreativas.

Estratégias de Prevenção: O segredo da longevidade no esporte

Se você quer jogar Beach Tennis ou treinar musculação por décadas, precisa encarar a prevenção como parte do treino. Aqui estão pilares fundamentais que oriento aos meus pacientes em meu consultório:

1. Aquecimento Específico

Esqueça a corridinha na esteira apenas. O ombro precisa de aquecimento específico para o manguito rotador. O uso de elásticos para rotação interna e externa antes de entrar em quadra “acorda” os estabilizadores.

2. Fortalecimento do Core e Membros Inferiores

A força do saque começa nos pés, passa pelo quadril e tronco, e apenas termina na mão. Se suas pernas ou seu abdômen são fracos, o ombro terá que gerar mais força do que deveria para compensar, levando à sobrecarga.

3. Ajuste de Equipamento

No Beach Tennis, a espessura do cabo da raquete influencia diretamente na epicondilite. Cabos muito finos forçam você a apertar demais a raquete. O peso e o balanço da raquete também devem ser adequados ao seu nível de força muscular.

4. Descanso e Periodização

O tendão precisa de tempo para remodelar. Jogar todos os dias, sem dias de descanso (day off), é um convite à lesão. Respeite os sinais do seu corpo. Dor que persiste no dia seguinte ao treino não é “no pain, no gain”, é sinal de lesão.

A importância da relação Médico-Paciente

Em minha trajetória, desde a formação na Faculdade de Medicina do ABC até a especialização na Santa Casa e nas duas décadas de consultoria internacional, aprendi que a técnica cirúrgica é vital, mas o acolhimento é o que define o sucesso do tratamento. O paciente não é um exame de ressonância magnética; é um pai de família que quer brincar com o filho, é uma executiva que usa o esporte para desestressar.

Por isso, minha abordagem foge do perfil distante. Ofereço contato direto, crio grupos de acompanhamento e busco entender o contexto de vida de cada um. O tratamento de uma lesão no bíceps ou de uma artrose no ombro envolve medos e expectativas que precisam ser alinhados com honestidade.

Se você está sentindo dores que limitam sua performance ou sua vida diária, não espere a cronificação. A medicina esportiva e a ortopedia moderna têm muito a oferecer para que você não precise se afastar do que ama fazer.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Dores no Ombro e Cotovelo

1. Devo colocar gelo ou compressa quente na dor no ombro após o Beach Tennis?

Em quadros agudos, logo após o jogo, quando há dor pulsante e sinais de inflamação recente, o gelo é a melhor opção. Ele atua como analgésico e vasoconstritor, diminuindo o inchaço. O calor é mais indicado para relaxamento muscular em dores crônicas ou contraturas, geralmente antes da atividade para soltar a musculatura.

2. O que é melhor para tendinite: repouso total ou fisioterapia?

A evidência científica atual condena o repouso absoluto prolongado para tendinopatias. O tendão precisa de carga controlada para se regenerar. O “repouso relativo” (evitar o gesto doloroso do esporte) combinado com fisioterapia ativa e exercícios de fortalecimento excêntrico é o padrão ouro de tratamento.

3. A infiltração no ombro estraga o tendão?

Esse é um mito antigo relacionado ao uso indiscriminado de corticoides. O uso excessivo e repetitivo de cortisona pode, sim, enfraquecer o tendão. Porém, a infiltração moderna com ácido hialurônico é condroprotetora e não causa danos ao tendão, pelo contrário, melhora o ambiente articular.

4. Quanto tempo demora para voltar a jogar após uma cirurgia de manguito rotador?

O retorno é gradual. Geralmente, atividades leves de putt (golfe) ou movimentos sem impacto iniciam-se com 3 a 4 meses. O retorno completo ao esporte de arremesso ou raquete competitiva costuma ocorrer entre 6 a 9 meses, dependendo da biologia do paciente e da dedicação à reabilitação.

5. Tenho estalos no ombro, devo me preocupar?

Estalos sem dor (crepitação) são comuns e nem sempre indicam patologia grave. Podem ser apenas bolhas de gás na articulação ou atrito de tecidos moles. Porém, estalos acompanhados de dor, travamento ou sensação de instabilidade devem ser investigados por um especialista.


Por que confiar neste conteúdo?

  • Base Científica: Este artigo foi fundamentado nas diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) e da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS).
  • Revisão Médica: Todo o conteúdo foi desenvolvido e revisado sob a ótica clínica do Dr. Mauricio de Paiva Raffaelli (CRM-SP 101523 | RQE 57916).
  • Experiência Comprovada: O Dr. Mauricio possui mais de 20 anos de experiência em ortopedia e traumatologia, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo pela Santa Casa de São Paulo, aliando conhecimento técnico de ponta com vivência prática no tratamento de atletas e pacientes com dor crônica.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Se você sofre com dores persistentes, agende uma avaliação para um diagnóstico preciso.